05/07/2019

Esquecemos a conexão... com a vida


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Quando eu vim criar esse post, eu não sabia como começar, eu tinha ideia de tudo o que eu ia falar sobre ele mas não como começar. Até o momento em que eu cheguei em casa pensando em como escreve-lo e na verdade a primeira coisa que fui fazer foi postar um Story da música que eu estava ouvindo naquele momento no Instagram. Exatamente esse tipo de ação que me impulsionou a falar sobre isso, a gente tem tanto tempo perdido nas redes sociais que nem sente, é tanto barulho no meio do nosso cotidiano que a gente não dá nenhum valor a coisas que são tão simples e que passam tão rápido, mas que mesmo sendo simples e de uma certa rapidez quando passamos a observar colocamos ela dentro do coração e vira uma cena inesquecível.

Porque necessariamente os objetos sociais, aquelas "coisas" que fazem a gente se comunicar entre si são de uma importância tão maior do que por exemplo: chamar uns amigos pra assistir um filme legal numa tarde de sábado. Eu tiro isso por mim, eu mal chego em casa e já pego no celular pra ver as notificações, já entro no blog, aliás, as vezes saio de casa administrando em minha mente o tempo que eu tenho pra resolver todas essas coisas. Normalmente é impossível você ver todos os detalhes do seu dia, mas com o passar do tempo as coisas vão ficando tão corridas que aí sim, você acaba não percebendo absolutamente nada a sua volta.

Quantas vezes você chegou em casa e recebeu algo assim: nossa você passou na minha frente e não falou comigo! Essa pessoa poderia não necessariamente estar nesse mundo naquele momento, ela poderia estar pensando em seu trabalho, numa música, na sua própria vida. Coisa que normalmente quando se tem tempo não fazemos, porque estamos sempre conectados. Nessa questão eu costumo calibrar essa falta de concentração em mim mesmo através das oportunidades que a vida me dá. São coisas tão simples mas que me ajudam bastante a saber que estou vivo e que posso sim ter uma vida longe das redes sociais.

1. ANDAR PERCURSOS LONGOS: a primeira delas é a mais importante pra mim. Não interessa se você vai de ônibus, carro, moto... Se tiver a oportunidade de andar por alguns minutos sozinho, não perca por nada. As vezes até chego cansado na minha cidade depois de um dia super agitado mas prefiro mil vezes andar até minha casa. É relaxante, é motivador, e ainda sim eu acho que descanso mais assim do que se chegasse mais rápido e me deitasse jogando as pernas pra cima por exemplo. É onde eu consigo pensar sobre mim, me ajudar em algumas decisões, é o tempo que eu arrumo pra mim mesmo.

2. OBSERVE O AMBIENTE: sabe quando a gente passa e nem olha para as coisas? Tropeça, para e pensa que poderia ser evitado se tivesse mais atenção. Outra coisa super necessária é a observação de onde se está, a gente perde muitos detalhes sobre o que está acontecendo que se for numa festa, acabamos passando ela inteira mexendo no celular. Esses dias mesmo quando eu parei pra observar as coisas eu percebi muita coisa legal pelos cantos que eu passo, pontos de referência perfeitos se for o caso de indicar algum lugar pra alguém, e outra a mais importante: percebi detalhes nos meus amigos que eu nunca tinha reparado antes, é a penas uma questão de dar uma chance a situação.

3. REGISTRE TUDO SEM EXAGEROS: fotos e fotos e fotos... A gente tira muita foto não é mesmo? Já pensou quantas fotos você tira em apenas um encontro bobo com os amigos? Sabe aquele joguinho de colocar o celular na mesa e o primeiro que pegar paga a conta, pois bem, isso ajuda muito, sério! Está na hora da gente perceber que é muito melhor viver do que registrar que está vivendo, você tira umas 5 fotos? Tira apenas 2, e se não sair do jeito que você queria melhor ainda, você terá uma motivo pra sorrir se a foto sair bem zoada como também terá imagens bem mais marcantes em sua mente pois você viveu aquilo tudo, e o mais importante é ter vivido aquele dia.

Eu gosto de sempre estar conectado a tudo o que eu preciso/gosto. Mas existe umas coisas que realmente só você sentindo pra saber, hoje eu passando na rua percebi o quanto apressados são os passos das pessoas. A todo momento a gente sempre ver alguém andando com um objetivo final, seja pelo seu trabalho, faculdade, lazer... São tantas coisas que fazem o ser humano ter um objetivo, que ao pensar nisso no exato momento caiu uma chuvinha bem de leve, toquei no guarda-chuva eu confesso, mas em seguida o guardei. Eu resolvi ir naquela chuvinha fraca de molhar o rosto apenas pra deixar tudo friozinho, nada demais.
Sabe o que combinaria com esse momento? Um vento frio bem demorado, café, e um livro que consiga mexer com as nossas mentes de tão intrigante! ♥
Eu poderia ter pego um resfriado? Poderia sim, ainda posso na verdade. Mas eu nem liguei pra esse sentido da coisa, eu gostei de ver o céu meio cinza, de ver aquelas gotinhas caindo, mesmo que fininhas, eu gosto de sentir elas tocarem a minha pele, andei e só andei. Eu estava muito no modo automático esses dias, eu não conseguia nem relaxar, mesmo estando de férias da faculdade. Eu só queria um tempo pra mim mesmo. É por isso que muitas vezes eu paro e penso que é melhor estar no quarto, lendo, ouvindo música. Chamar minha família pra assistir um filme. Ligar pra um amigo e ficar na praça falando nada com nada apenas pra rir, eu valorizo muito essas coisas bobas que na verdade precisam desse valor pois estão se perdendo.

A conexão que deveríamos ter com a vida deveria funcionar como um trato: esse é o meu tempo para as coisas do mundo e esse é o meu tempo da minha vida. É o tempo onde a gente separa pra viver e respirar, pra manter a sanidade, pra não se prender no social artificial, se render ao social de rosto a rosto, ao aperto de mão, ao abraço e acima de tudo à demonstrar sentimentos. Dizer eu te amo e um emoji no chat, não tem nem 1% do tamanho da intensidade de um eu te amo olhando nos olhos quando ambas as partes se gostam de coração. Cante, viva, dance, registre com moderação, mas viva, e não rompa a conexão que a vida tem com você, essa conexão é frágil e qualquer coisa pode danificar e acabar ficando presos no cotidiano que nunca deixa de de repetir.

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2 comentários:

  1. Perdemos nossas conexões entre outras conexões, que difícil viver entre as fibras da nova era.

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    Respostas
    1. Perdemos mesmo, mas nunca é tarde pra recuperar, nunca! ♥

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