16/02/2020

Abrace um adolescente na rua


Quando a gente fala sobre desenvolvimento humano, a gente tem sempre aquela ideia boba de nascer, crescer, se reproduzir (ou não), e morrer (odeio essa palavra). Mas o que sabemos sobre desenvolvimento humano? Essa semana - primeira semana do período - na aula escrevi uma ideia do que seria isso de uma forma bem simples e rápida. "São etapas que diretamente ou indiretamente nos deparamos para a obtenção de experiência e maturidade. Fatores que contribuem para o crescimento físico e intelectual humano, com o intuito de fazer com que o indivíduo se aprimore, esteja pronto e o mais preparado possível para os próximos desafios". E foi isso que eu escrevi.

A cadeira na qual tivemos que desenvolver um pensamento sobre Desenvolvimento Humano é "Psicologia do desenvolvimento adolescente". São cadeiras em sequência, já tivemos infância e logo após adolescência teremos adultez e velhice. Essa cadeira me fez pensar sobre a adolescência de uma forma diferente. Porque na verdade vocês já pararam pra pensar como é ser adolescente? Eu acho que de todas as fases da nossa vida, essa é a mais bombardeada. Todas as outras tem seus desafios, claro, mas a fase da adolescência é uma mistura de preocupações, desafios e expectativas sobre si mesmo e dos outros sobre você.

A fase é muito rotulada como a fase da "aborrescência", o que na verdade deveria ter mais ênfase no comportamento observado, pois nele encontramos um indivíduo onde suas características físicas e emocionais estão sendo descobertas assim como mutuamente é bombardeado de cobranças no que diz respeito ao seu futuro. O adolescente hoje é visto como cansado e sedento por diversão e prazeres, mais isso não deveria ser abordado como negativo e sim como uma fuga da realidade, ou seja, se alguém precisa fugir de algo é porque está precisando de ajuda. A alegria e prazer em prol da substituição de cobranças, reclamações e ansiedade.

10/02/2020

Caraca é real mesmo, um novo período


As vezes eu penso: nossa mano, eu realmente estou prestes a iniciar mais um período. É o terceiro já e eu não tenho nem ideia de como eu cheguei aqui. É normal pensar que aos poucos com o passar do tempo as cadeiras vão ficando mais difíceis? Eu acho que é, mas eu também acho que eu to levando numa boa. A diferença está justamente em como eu estou iniciando esse ano. No ano passado como era tudo novo, tudo desconhecido e eu não fazia a mínima ideia de como lidar com isso tudo, eu fiquei ansioso e quase nem dormi. Hoje, meu primeiro dia de aula do terceiro período eu posso dizer que estou em paz, e não, eu não estou ansioso e nem tremendo a perna. Eu estou bem, só estou sem acreditar... ainda.

Quando eu iniciei o curso no ano passado, o meu medo era não me identificar com tudo aquilo e acabar trocando para outro. Medo silenciado, me identifiquei e me encontrei na primeira semana de curso, acho que nem precisei pensar muito, me apaixonei logo de cara. O desafio seguinte era conciliar tudo, faculdade, trabalho, estudo e vida pessoal, e eu acho que me saí muito bem! Até que surgiu o segundo período, que eu já comecei com medo por conta de duas disciplinas que eu fiquei pensando nelas as férias de julho inteira. Neuroanatomia e Estatística. Eu acho que esse medo foi silenciado também, tanto que acabei me apaixonando por Neuro e Estatística então? Eu fugia de números, sem dúvida alguma eu não sou bom com números, mas a Estatística me mostrou que eu posso ser bom em tudo o que eu quiser. ♥

Na real, eu aprendi bastante coisa no ano passado, a primeira delas é que o tempo pode mudar muita coisa e nos mostrar outras também. Coisas que eu imaginava que seria ruim, fui muito bem, assim como coisas que eu achei que seria super bem, eu tive de dar uma atenção à mais. Resultado disso tudo: passei nos dois primeiros períodos me apaixonando ainda mais pela Psicologia, hoje estou indo para o terceiro e isso só reforça a certeza de que sim, é o que eu amo! Acho que única coisa que tenho que colocar em prática esse ano é acreditar mais em mim mesmo. Ano passado como tudo era novo eu meio que recuei pra saber como tudo funcionava, hoje eu estou determinado a ir com tudo!

07/02/2020

Pare de querer sempre atender às expectativas dos outros


No começo eu era assim. Na verdade até um tempinho atrás, antes dessa coisa toda de dar uma chance para a pessoa que eu vejo quando estou diante do espelho. Aquela velha pessoa que vive para agradar aos outros e esquece do mais importante, a si mesmo! Mas na realidade isso aqui é muito mais sobre atender o que os outros esperam de nós, do que fazer por si mesmo! Eu vivia dessa forma e eu posso dizer com todas as letras que é sufocante. Sufocante em todos os aspectos porque acima de tudo você começa a render tempo que é seu e que na verdade você nem tem para atender expectativas alheias só por um simples sentido de "aprovação" ou "afeto". Que vamos combinar, não são verdadeiros. Eu era assim, e eu deixava tudo de mim para entregar aos outros, eu dava mais atenção ao que os outros esperavam de mim do que eu mesmo.

Isso inicia de baixo, de forma simples como um "eu esperava mais de você", aí você vai lá e faz. Depois de um tempo pode ter certeza que o costume se torna sua obrigação. Isso mesmo! A sua obrigação acaba sendo fazer outras pessoas felizes, o que deveria ser primeiramente por você e só, porque na verdade a nossa felicidade apenas nós mesmos somos responsáveis. Essa obrigação nos dá a sensação de cobrança, onde cada passo que a gente dá a gente sente que não é o suficiente. A dependência que se cria sobre tudo isso é surreal e acabamos por esquecer da nossa própria felicidade. Uma cobrança que imaginamos ser nossa, mas que fala mais sobre os outros do que de nós mesmos; essa obrigação é mais um desejo que os outros tem de realizar e não realizam e por isso acabam jogando no lado mais fraco, você! Eu te pergunto: essa situação te deixa feliz?

03/02/2020

Precisamos falar sobre HIV e AIDS


Acho que esse tipo de postagem o "Precisamos falar sobre..." já deveria ter virado uma categoria aqui. É isso mesmo que farei, pois é uma questão forte você precisar falar sobre algo, colocar uma certa seriedade a mais no assunto. O ato de falar em si pra muita gente é complicado, então quando temos espaço pra fazer com que o assunto seja levado em consideração como sério, conveniente e oportuno, não podemos perder a oportunidade, então sim é hora de falar. A categoria foi feita e espero que tenha vários assuntos quentes e que possam ser discutidos de forma crítica. Todos eles serão assim como o intuito e a criação do blog, para ajudar todo mundo da forma que a postagem promover.

Muitas pessoas não tem conhecimento sobre essas doenças, o que gera muitas vezes o medo e o preconceito às pessoas soropositivas. Dessa maneira, resolvi apresentar alguns pontos importantes para quebrar mitos e você se conscientizar. Hoje nós vamos falar sobre HIV e AIDS. São enfermidades que atacam e vão degradando o nosso sistema imunológico que é responsável por manter o organismo livre de doenças. Essas doenças podem ser evitadas de formas biomédicas, comportamentais e estruturais, além é claro da forma mais simples e que todo mundo tem acesso: uma relação sexual saudável e segura fazendo o uso de preservativos.

O HIV e a AIDS são doenças associadas muitas vezes ao público LGBT, o que ocasiona logo de primeira mão um preconceito muito grande quando o assunto é colocado em mesa. Essas doenças podem sem contraídas independente da sua identidade de gênero ou orientação sexual. E não, quem tem HIV não é o mesmo que ter AIDS, muitas pessoas soropositivas passam anos sem apresentar sintomas sobre a doença e sequer desenvolvem elas. Por essas razões, eu trouxe aqui pra vocês com a ajuda de uns artigos e publicações do Ministério da Saúde, umas explicações bem legais sobre o assunto, tudo para informar e ajudar muita gente, assim como tirar esse preconceito sobre o assunto.

01/02/2020

Isso aqui é sobre ansiedade


Aviso: cuidado com as palavras à seguir. Ao menor sinal de desconforto, fecha a janela na hora!

Quando eu decidi escrever esse post eu tinha acabado de me recuperar de mais uma crise. Eu hoje entendo que sofro disso, a ansiedade por muito tempo foi algo que me deixou intrigado mas ao mesmo tempo eu não liguei, acho que quando fui procurar ajuda já era algo que estava me consumindo por dentro. Eu decidi escrever assim que eu me acalmei, e que eu pude perceber que ja era hora de definir essas coisas em palavras na minha vida; na realidade eu nem sei como tudo isso vai ficar, mas vou tentar escrever, vou tentar ao máximo deixar claro como me sinto. Acho que consigo fazer isso. Essa imagem acima eu gostei demais, acho que define bem o que a minha mente passa quando encontro algo no caminho que está "faltando" alguma coisa para completar. Não sei se isso tem alguma relação com a ansiedade, mas na minha mente eu vou lá e completo.

Eu acredito que minha ansiedade tem origem lá trás. Eu fui uma criança que hoje eu defino minha criação como uma criação tóxica. Eu sempre fui impedido de ser eu mesmo e por longos tempos em que eu tentava eu fui repreendido. Acho eu por conta disso também minha orientação sexual foi algo que só consegui mostrar com bastante tempo e quando realmente eu me senti seguro. Eu fui criado numa família onde o ato de dançar se não fosse algo feito em família por diversão ou com um homem e uma mulher (o casal pra eles), era algo a ser reprovado, principalmente pelos homens da família. Ou seja, nada de meninos dançando. Acredito também que meu ensino médio foi de grande ajuda para melhorar essa situação, lá eu pude ser quem eu era e ainda mais, descobrir mais sobre mim mesmo.

27/01/2020

É tempo de se livrar de pessoas vazias


Eu não sei como funciona pra vocês isso de desapego, na verdade comigo começou a funcionar não tem muito tempo. Eu assim como todo mundo não tive esse pensamento desde que nasci, aprendi e adquiri com o tempo. E olha, é muito importante! Eu era uma pessoa que até palavras eu guardava, quem dirá pensamentos e coisas materiais. Só que o negócio é o seguinte: a gente perde muito tempo dando valor à pessoas que não nos devolvem nada de bom, aliás pessoas vazias só devolvem coisas vazias, e acabamos que por conta dessa atenção toda que damos perdemos inúmeras oportunidades de conhecer grandes pessoas pelo mundo à fora.

O primeiro gesto vazio que a gente pode perceber dentro de uma relação é você estar sempre se sentindo ou sendo literalmente apontado como culpado por tudo. Essa sensação é horrível e vai contra tudo o que pensamos sobre bem-estar dentro de um relacionamento. A gente precisa dar um basta em tudo o que nos incomoda e que faz a gente se sentir assim. É chato você se ver como inútil pelos erros alheios, é chato você sempre ser o culpado de qualquer discussão que não foi você que construiu. Mas sabe o que é mais chato? A gente entregar a situação sabendo que é necessário, mas doendo profundamente.

A gente não precisar entregar vária se várias chances à alguém que se fosse aproveitar de verdade, aproveitaria desde o início. Pra quem sabe cuidar e zelar, uma chance basta. Muita gente até fica refém dessas relações que não nos agregam em nada; é sempre bom lembrar que o fracasso alheio não é motivo para você voltar atrás de pessoas idiotas. Se você já deu chances demais e está cansado dessa relação desagradável, me diz aí, qual a probabilidade de uma nova chance que você está pretendendo entregar dar certo desta vez? - Preciso apenas de uma prova. - Nenhuma, essa é a resposta.
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